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O Novus Ordo ou Missa “Nova”

Obs: O autor usa uma terminologia própria para se referir ao que conhecemos por  radtrads”. O termo empregado por ele é “Radical Catholic Reactionaries” (católicos reacionários radicais). Portanto, manteremos ao longo das citações a abreviação original em inglês “RadCathRs”.

“277. Nós somos informados que o Novus Ordo ou Missa “Nova” é tecnicamente válida, mas ainda assim “objetivamente ofensiva a Deus”. Este é um exemplo perfeito do tipo exato de ambiguidade que os católicos reacionários radicais (RadCathRs) tanto condenam no Vaticano II (ou o que eles falsamente pensam ser ele). “A missa é válida”, eles geralmente admitem, mas imediatamente já começam a detoná-la, assim como os papas recentes e o Vaticano II. A Igreja não pode cair, porém, dizem, pode ficar “muito, muito doente” (e em certo sentido isso é realmente verdade). No entanto, a maioria das criaturas “muito, muito doentes” morrem. A Igreja, ao contrário, pela sua própria natureza, não pode morrer, uma vez que é divinamente ordenada e sustentada de maneira sobrenatural. Ela não pode morrer, assim como Nosso Senhor Jesus (após o Calvário) também não pode, já que ela é Seu Corpo: uma extensão da encarnação.”

“278. Tais distinções sutis feitas pelos RadCathRs são inúteis – [porque são] distinções sem diferença; equívocos; racionalizações; desculpas. Este é o espírito da coisa. Quem se importa com “detalhezinhos técnicos”, quando o resultado é sempre o mesmo: manifestações de ceticismo, suspeitas, conspiracionismo, desespero, complexo de mártir, altivez, e de dúvidas sobre a Igreja e suas declarações? O modus operandi, a mentalidade, é claramente farisaico em muitos aspectos, e se reduz logicamente (considerando consistentemente sua implicação lógica) ao sedevacantismo.

“279. É praticamente como se essas distinções sem diferença fossem uma espécie de jogo em que o jogador vê o quão perto ele pode chegar nas “beiradas” (heterodoxia, defectibilidade) sem ultrapassá-las; é uma morte por mil rotulagens e espancamentos. [É como se dissessem] Quem pode esculhambar com a Missa Nova com uma retórica mais floreada e criativa, mesmo que não tenha muita coragem e nem seja presunçoso para questionar sua validade? … Reina o duplipensar!”

“280. RadCathRs argumentarão que ninguém pode ter uma opinião formada sobre a validade da Missa Nova a menos que seja versado em história da liturgia e em direito canônico. [Se é assim] Os católicos leigos (não importa o quão realmente estejam desinformados) estão perfeitamente justificados em acreditar – em função da indefectibilidade, pela fé – que Deus não permitiria que a Missa atual da vasta maioria dos católicos seja inválida ou mesmo “objetivamente ofensiva a Deus”, etc. Ninguém entende plenamente a Trindade ou a Transubstanciação, no entanto, nós acreditamos nelas porque são doutrinas da Igreja, da Bíblia e da Tradição. A Igreja é a nossa “especialista” – e ela nos diz que o Sacrifício da Missa hoje é legítimo, não-blasfemo, nem idólatra e nem uma zombaria, como acusam os anticatólicos entre os nossos irmãos protestantes, agora estranhamente imitados em certos aspectos pelos RadCathRs.”

“282. Dizem que a Missa Nova causou maciçamente a perda da fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia (algumas pesquisas mostram que 70% dos católicos a negam, embora isso possa ser contestado de várias maneiras). Mas esta argumentação é completamente infundada, porque é um raciocínio circular. Poderia se argumentar também (até com mais sentido) que a influência protestante e secularista incessante e o antitradicionalismo incipiente da nossa cultura levaram a essa queda da fé na Eucaristia. Como os RadCathRs “sabem” que a Nova Missa é a (única) causa?

A verdade é que eles não sabem e não podem provar isso. Mas, já que é uma falácia conveniente para incorporar na sua cosmovisão das coisas, eles a adotam sem nenhuma crítica. É muito pior católicos relativamente formados como são grande parte dos RadCathRs desobedecendo descaradamente a Igreja e descrendo dos seus concílios e papas, do que católicos ignorantes pouco catequizados que não entendem ou não aceitam a Presença Real. “A quem muito é dado, muito será cobrado.””

“283. Um RadCathR descreveu o Novus Ordo Missae como uma “fraude” e muitas vezes uma “cruel zombaria do incruento sacrifício do Calvário”. O comportamento hostil do RadCathR perante o concílio, o papa e a Missa Nova transcende a questão técnica, legal e canônica da validade. É precisamente por isso que o espírito cismático subjacente deve ser focalizado, como uma pessoa escreveu: “válida ou não…” (em outras palavras, essa questão é praticamente irrelevante), ela [Missa Nova] é uma “farsa” e uma “cruel zombaria.”” 

“284. RadCathRs sempre recorrem à sua crença na validade [da Missa Nova] quando sua obediência é questionada por católicos ortodoxos. Assim, é “irrelevante” num dado contexto (seus monólogos e choramingos), e muito importante e essencial, como uma prova de legitimidade católica, em outro contexto (apresentar uma “aparência ortodoxa” da porta para fora, bem como o espírito tradicional de obediência e submissão à Santa Mãe Igreja).”

“288. RadCathRs argumentarão que a Missa atual é uma “séria ruptura”. Mas por que isso não implicaria (aplicando o bom senso) na invalidade dela? A invalidade não faria parte de uma “ruptura séria”? Por outro lado, se for um desenvolvimento legítimo, não pode ser uma ruptura séria. Em outras palavras, aplicam-se as categorias de Newman de desenvolvimento vs corrupção. No entanto, como de costume, parece que os RadCathRs desejam as duas coisas. Em geral, eles gostam de tratar [a Missa Nova] como uma corrupção, mas, quando é conveniente, recuam ao juridiquês e falam de “validade técnica”. É essa “terra de ninguém católica” ou esse “em-cima-murismo” que enlouquece os críticos e observadores do catolicismo reacionário.”

“289. Se o Novus Ordo não é uma “séria deformação”, então ele é válido, e no sentido mais importante, a mesmíssima Missa. Afinal, Nosso Senhor Jesus Cristo está presente em corpo, sangue, alma e divindade. Como, então, uma Missa onde Nosso Senhor está substancialmente presente pode ser uma “grave deformação” ou “séria ruptura” ou objetivamente “má”? Se alguém simplesmente disser que prefere as formas mais tradicionais da missa e a Missa Tridentina estaria tudo bem para a Igreja. Contudo, RadCathRs frequentemente detonam a Missa que eles não gostam. Viva e deixe viver. Adore e deixe adorar. Aqueles que recebem Jesus, na Missa que [os RadCathRs] não suportam, estão ganhando graças inefáveis da Santa Eucaristia.”

 

Autor: Dave Armstrong

Título original: Citações extraídas do livro ‘Reflections on Radical Catholic Reactionaries’

Referências

1. Nota do Tradutor: O autor quis dizer que não precisamos gastar tempo discutindo questões técnicas da missa nova. Isso pouco importa para o “radtrad”. Se ela for válida e lícita canonicamente, o radtrad achará um veneno para os fieis. Então o que devemos discutir é justamente esse espírito cismático de julgar mal as coisas que são dadas pela Igreja.

 

 

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